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Lu Tong, <br>In “Sete Taças de Chá”

A primeira taça humedece os meus lábios e garganta;
A segunda taça quebra a minha solidão;
A terceira taça procura as minhas estéreis entranhas, mas para ali encontrar cerca de cinco mil pergaminhos;
A quarta taça levanta uma ligeira perspiração e todas as iniquidades da vida se dispersam pelos meus poros;
A quinta taça purifica a minha carne e ossos;
A sexta taça abre o reino dos imortais;
A sétima taça não poderia ser bebida, só a leve brisa sobe nas minhas mangas.

Lu Tong, In “Sete Taças de Chá”

Breve nota biográfica:

Lu Tong (ou Yuchuanzi) foi um poeta da Distania Tang que dedicou a sua vida a estudar a cultura do chá. Nascido em 790 na cidade de Jiyuan, viveu em reclusão na montanha de Shaoshi durante a sua juventude. Entretanto, caiu nas boas graças de Han Yu, poeta que teve um papel fundamental no neo-confucionismo, e mudou-se para Luoyang.

No dia 20 de novembro do ano de 835, estava hospedado na casa do primeiro ministro Wang Ya quando se deu o “incidente Ganlu” que vitimou ambos.

Este incidente corresponde à tentativa do extermínio dos eunucos que ocupavam cargos elevados na corte, nomeadamente entre os conselheiros do imperador, e que estimularam intrigas políticas. Ainda assim, o resultado não foi o esperado e os eunucos sobreviventes acabaram por ganhar ainda mais poder.

A poesia de Lu Tong tem um estilo muito próprio que demonstra claramente a sua presença e compreensão do poder que o chá tem para nos ajudar a viver vidas mais naturais e completas.